Breve Histórico

Área do hospital abrigou o antigo sanatório de Belém
 
O programa previa a construção de doze sanatórios nas capitais dos Estados do Pará, Maranhão, Rio Grande do Norte, Ceará, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo e Distrito Federal, mas nem todas essas obras programadas puderam ser logo iniciadas.
 
A pedra fundamental do Sanatório de Belém foi lançada em 1938, tendo suas obras sido iniciadas, dois anos depois (1940) pelo Departamento Nacional de Saúde. A obra continuou por dois anos, sofrendo paralisação em 1942 por motivos desconhecidos. As obras permaneceram paralisadas por cerca de oito anos enquanto a sociedade precisava de um maior número de leitos para o atendimento do angustioso momento epidemiológico que o Estado atravessava, com mais de 800 óbitos anuais por tuberculose correspondendo a coeficientes de mortalidade acima de 400 por 10 mil habitantes. Somente em 6 de setembro de 1950 foi reiniciada a obra do Sanatório de Belém.
 
Naquela época, no mesmo terreno onde estava sendo construído o Sanatório de Belém, havia dois hospitais destinados à internação de pacientes portadores de tuberculose, o Hospital Domingos Freire, com 51 leitos, e o Hospital São Sebastião, com 88 leitos, que recebiam pacientes de ambos os sexos e permaneciam constantemente lotados.
 
O Sanatório de Belém foi inaugurado, oficialmente, em seis de janeiro de 1957, com o nome de “João de Barros Barreto”, pelo então presidente da República Juscelino Kubitscheck e pelo ministro da Saúde Maurício Medeiros. Depois da inauguração, as obras continuaram, porém, não aceitando mais protelação, o então ministro da Saúde, Mário Pinotti, o diretor do Departamento Nacional de Saúde, Adelmo de Mendonça e o Diretor do Serviço Nacional de Tuberculose resolveram colocar o Sanatório João de Barros Barreto em funcionamento apesar de todas as dificuldades que pudessem existir. Assim, em 15 de agosto de 1959, admitiram 16 pacientes, transferidos do Hospital Domingos Freire. Por isso a comemoração do aniversário do Hospital é em 15 de agosto.
 
Por meio da portaria nº 249/BSB de 12 de julho de 1976, assinada pelo ministro da Saúde da época Paulo de Almeida Machado, o Sanatório Barros Barreto passou a se denominar Hospital Barros Barreto. Depois de sete anos, por meio da portaria nº 337 de 1º de novembro de 1983, o então ministro da Saúde Waldyr Arcoverde altera a denominação para Hospital João de Barros Barreto. Finalmente, em 1990, em função do Termo de Cessão de Uso firmado com a UFPA, passou a ser denominado de Hospital Universitário João de Barros Barreto.
 
A instituição começou a atuar com atividades destinadas, exclusivamente, ao tratamento de pacientes portadores de tuberculose. Desde sua fundação, o HUJBB vem desempenhando um papel importante no diagnóstico, tratamento e controle de doenças infecciosas e parasitárias no Estado.
 
Em 2004, depois de ser avaliado com critérios rigorosos por uma Comissão Interministerial, o HUJBB foi certificado como Hospital de Ensino, pois respeita o princípio da indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão. Oferece Internato em Medicina, dispõe de Programas de Residência Médica, assegura acompanhamento docente para os estudantes de graduação; desenvolve atividades de pesquisa; possui instalações adequadas ao ensino; dispõe de biblioteca atualizada e especializada na área da saúde; é participante ativo do Polo de Educação Permanente em Saúde e participa das políticas prioritárias do SUS. Por tudo isso, o HUJBB é considerado um dos principais serviços de saúde do Estado do Pará e Região Norte.
 
Saiba quem foi João de Barros Barreto 
 
João de Barros Barreto foi um ilustre Médico Sanitarista falecido em 20 de agosto de 1956 que muito contribuiu para a melhora da qualidade dos serviços de saúde pública no Brasil nas décadas de 30 a 50, bem como para a difusão da cultura sanitária brasileira, sendo distinguido e homenageado pela OPAS/OMS por esse feito, merecendo lugar de destaque em seu quadro de membros de honra.
 
Em 1935 assumiu a Diretoria Nacional de Saúde e Assistência Médica, tornando-se Diretor Geral do Departamento Nacional de Saúde em 1936. Durante sua brilhante atuação no campo da saúde pública, destacamos algumas realizações que merecem destaque, especialmente no combate a Tuberculose. Deu início à Campanha Contra a Tuberculose, com a intensificação da vacinação BCG na população até a constituição de uma rede de sanatórios, promovendo também, melhoramentos nos já existentes no Brasil.
 
No Pará, nesta ocasião, foi iniciada a construção do Sanatório de Belém, cuja conclusão só ocorreu em 1957. Para homenageá-lo, os sanitaristas do Pará, solicitaram ao Serviço Nacional de Tuberculose, que o Sanatório de Belém fosse denominado de Sanatório Barros Barreto, o que foi posteriormente acedido, após submissão de tal proposta à consideração superior.