Gestores e trabalhadores do Complexo discutem modelos de gestão

Gestores e funcionários do Complexo Hospitalar da Universidade Federal do Pará (UFPA)/ Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) participaram juntos da oficina "Modelo de Gestão: Cogestão, Gestão da Clínica e Gestão do Cuidado", ministrada no Centro de Atendimento à Saúde da Mulher e da Criança (Casmuc), na quinta-feira, 17, e sexta-feira, 18, pelo médico do Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian, vinculado à Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (Humap-UFMS), Ronaldo Perches Queiroz. Além de promover conhecimento para os participantes, outro objetivo da capacitação foi integrar as equipes multiprofissionais dos hospitais Bettina Ferro de Souza (HUBFS) e João de Barros Barreto (HUJBB).

Especialista em Gestão Hospitalar em Sistema de Saúde, professor Ronaldo veio a Belém convidado pelo superintendente do Complexo Hospitalar, Paulo Roberto Amorim. A ideia foi reforçar junto ao corpo funcional dos HU's que a administração das instituições de saúde é "democrática e feita horizontalmente, ou seja, não é imposta aos colaboradores, e sim pensada para que todos sejam sujeitos do processo histórico dos hospitais".

Segundo o ministrante, o hospital é um espaço extremamente complexo e existem nele muitas corporações – com profissionais desde o serviço administrativo até os da assistência – e, por esse motivo, entende que "é preciso fazer um trabalho harmonioso, utilizando o método de cogestão, uma gestão ampliada, compartilhada e organizada através de unidades de produção, para que melhore a comunicação entre as pessoas e, principalmente, os trabalhadores do hospital e os pacientes passem a ser protagonistas do processo".

Produção - Como resultado da oficina surgiu a elaboração de um projeto-piloto para a criação de unidades de produção nos hospitais do Complexo, as quais serão organizadas com a participação de todos de forma democrática e participativa. Uma gestão compartilhada por um colegiado, composto por representantes da equipe multiprofissional com vista à entrega de resultados para a melhor qualidade da gestão e assistência dos pacientes. No Barros Barreto, a concretização dessa proposta ficou às Unidades de Doenças Infecciosas e Parasitárias (DIP) e Unidade de Terapia Intensiva (UTI). No Bettina Ferro, essa responsabilidade está com a Unidade da Visão.

Na opinião da chefe da DIP, Emenergilda Maciel, a oficina apresentou uma outra roupagem para a integração das equipes profissionais dos hospitais do Complexo Hospitalar. Ela lembra que em outros momentos houve essa tentativa, "mas desta vez é diferente porque faz o profissional se sentir integrante desse mecanismo, percebendo a importância da sua participação e chegar ao produto final, fazer e promover o melhor atendimento"

O médico oftalmologista do HUBFS, Osvaldo Frazão Neto, disse que foi a primeira vez que participou de uma capacitação sobre gestão e comentou ser "interessante" por focar na humanização. "Parece ridículo a gente ter que discutir essa temática, mas infelizmente é uma necessidade, porque tratar de gestão, em geral, envolve a área técnica, pouco a humanizada. Então, a partir do momento que a gente se qualifica e põe em prática essa concepção, podemos fazer a diferença no nosso setor", comentou.
 

Texto e fotos: Edna Nunes – Ascom Complexo Hospitalar da UFPA/Ebserh.